Outras formas de visualizar o blog:

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Dr. Collins: o cientista não tem como excluir a Deus

Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança  dos doentes tocou o coração do cientista
Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança
dos doentes tocou o coração do cientista

O Dr. Francis Sellers Collins nasceu em Staunton, estado de Virginia, EUA, em 14 de abril de 1950, e se tornou um dos cientistas mais respeitados do século.

Numa entrevista à CNN que ficou para a história, ele descreveu como abandonou o ateísmo e passou a acreditar em Deus.

Collins doutorou-se em Química e Física na prestigiosa Universidade de Yale, e em Medicina na Universidade de Carolina do Norte.

Foi diretor do Projeto Genoma Humano de 1993 até 2008, substituindo ao Prêmio Nobel James D. Watson como diretor do National Center for Human Genome Research dos EUA. Ele é um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001, o código da vida.

Ele é tido como o cientista que mais rastreou genes com a finalidade de encontrar tratamento para diversas doenças.

Collins ficou também conhecido porque passou a defender, como é razoável, que a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa.

Criticado por colegas que em maioria negam a existência de Deus, Collins lançou em 2006 o livro “The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief” (“A linguagem de Deus: um cientista apresenta provas para crer”).

Nas quase 300 páginas da obra, o biólogo conta como ele deixou de ser ateu para se tornar cristão e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé.

A fabulosa complexidade do código genéticco fala de um Deus supremo  Criador da vida e de tudo quanto existe.
A fabulosa complexidade do código genéticco fala de um Deus supremo
Criador da vida e de tudo quanto existe.
A mudança espiritual começou com uma necessidade de saber e compreender. “Eu sentia faíscas, certa saudade de algo fora de mim mesmo, em certo sentido de um Deus que esteja por cima de mim e ao qual eu pudesse me aproximar”.

Porém, ele ficava preso nas atividades materiais e achava que o ateísmo era a posição “mais correta”.

Ele também estudou mecânica quântica e queria acreditar que o universo se explica com equações.

Collins virou um ponto de referência nas discussões existenciais e relativistas dos círculos intelectuais americanos dos anos 70.

“Eu assumi o propósito de tentar descobrir quais eram realmente os argumentos rigorosos existentes que para uma pessoa pensante descartariam qualquer possibilidade de Deus existir”.

Quando tinha 27 anos, praticando a medicina testemunhou a dor e a esperança de pacientes que lhe faziam pensar nessa Pessoa na qual ele se recusava acreditar.

“Lutei durante dois anos com esse debate dentro de mim mesmo, e fui chegando gradualmente à conclusão de que crer em Deus era a mais plausível das opções, mas que não podia ser provada”.

Após meses de luta interior, num dia de outono, caminhando por um bosque do noroeste dos EUA, “com meu intelecto um pouco mais claro que de costume, eu percebi que não podia seguir me resistindo e passei a crer”, contou.

Collins não ficou católico, mas protestante, porém a descrição de seu itinerário espiritual é da alma que procura sincera e gradualmente a verdade.

Muito diversa atitude dos que denigram aqueles que aderiram sem reservas Àquele que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” na Igreja Católica.

Dr. Collins: “uma das grandes tragédias do nosso tempo  é a impressão criada de que a ciência e a religião  têm que estar em guerra uma com a outra”
Dr. Collins: “uma das grandes tragédias do nosso tempo
é a impressão criada de que a ciência e a religião
têm que estar em guerra uma com a outra”
Em seu livro “A linguagem de Deus” ele explica que “uma das grandes tragédias do nosso tempo é a impressão criada de que a ciência e a religião têm que estar em guerra uma com a outra”.

Pelo contrário, segundo ele, investigando a “majestosa e impressionante obra de Deus, a ciência pode servir realmente de meio para glorificá-lO”.

“Como cientista que tem fé, eu descubro na exploração da natureza uma via para compreender melhor a Deus. Pode-se encontrar a Deus no laboratório, além de numa catedral”.

Francis Collins ganhou numerosos prêmios e honras, incluindo a eleição para o Instituto de Medicina (Institute of Medicine) e a Academia de Ciências Norte-Americana (National Academy of Sciences).

Também foi galardoado com o Prêmio espanhol Príncipe de Astúrias de investigação científica e técnica em 2001.

Em 2009 foi feito membro da Academia Pontifícia das Ciências pelo Papa Bento XVI, e recebeu a Encomenda Presidencial da Liberdade das mãos do presidente dos EUA.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Ruínas de Magdala, a cidade de Santa Maria Madalena
onde Jesus pregou

Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel
Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel

Uma tentativa de construir um hotel para peregrinos na Galileia acabou desencavando as ruínas da cidade natal de Santa Maria Madalena e uma antiga sinagoga onde Nosso Senhor Jesus Cristo pode muito bem ter pregado, noticiou “The New York Times”.

O padre Juan Solana, diretor do Instituto Centro Pontifício Notre Dame de Jerusalém, quis construir uma instalação para romeiros no lugar onde se ouviu a maior parte da pregação divina e se viu a maioria dos milagres de Jesus, segundo os Evangelhos.

Em 2009 um velho resort foi demolido, e quando se cavou a terra para colocar os alicerces, apareceram restos da cidade. Do ponto de vista arqueológico e histórico, a descoberta é relevante, pois não se conhecia ao certo o posicionamento de Magdala, (ou Migdal).

Somente os Evangelhos nos falam dessa cidade. Ela tinha deixado de existir e não faltou quem usasse a aparente contradição para impugnar a veracidade histórica da inspirada narração dos evangelistas.

A contradição também servia para alimentar a abstrusa afirmação de que Jesus e os Evangelhos, e também toda a Bíblia, não são históricos.

Tratar-se-ia, segundo esta teoria bizarra e anticristã, de mitos concebidos pelas primeiras comunidades cristãs para descrever suas experiências comunitárias. Um perfeito absurdo histórico, mas houve teólogos extraviados que deram forma sisuda a essa fantasia que mina as bases do cristianismo.

As autoridades da Igreja Católica e os arqueólogos enviados pela Autoridade de Antiguidades de Israel, a maior do país na matéria, não imaginavam encontrar nada de significativo no local.

Mas, a menos de meio metro abaixo da superfície, apareceu um banco de pedra que fez parte de uma sinagoga no século I.

Piso ornamentado no sítio arqueológico de Magdala, Israel, onde porto e sinagoga foram encontrados
Piso ornamentado no sítio arqueológico de Magdala, Israel, onde porto e sinagoga foram encontrados
Sabia-se que na região existiram sete sinagogas no período do Segundo Templo, mas nunca se encontrou nenhuma na Galileia.

Entre as ruínas, foi recuperada uma moeda datada no ano 29. Quer dizer, do tempo em que Jesus estava vivo e quiçá nem tinha começado sua vida pública. Para os especialistas, ficou claro que o local era a Magdala do Evangelho que estava perdida para a arqueologia.

Desde a primeira exumação de restos em 2009 até o presente, a escavação trouxe à luz um mercado; uma área presumivelmente destinada a salgar e secar peixes; uma casa grande ou edifício público com mosaicos, afrescos e três banhos rituais; uma colônia de pescadores e parte de um porto do século I.

9. Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdala, de quem tinha expulsado sete demônios. (São Marcos 16, 9

A descoberta fez mudar o projeto. Mas o centro já está concluído e tem vista para o porto e o mar da Galileia, onde aconteceram fatos narrados pelos evangelistas.

Na sinagoga foi encontrado um bloco de pedra com entalhes representando colunas e arcos, uma menorá (candelabro ritual) de sete braços e carruagens de fogo. Provavelmente foi usada como atril para ler a Torá, o livro sagrado judaico.

A pedra parece ser uma miniatura do Segundo Templo de Jerusalém, destruído pelos romanos no ano 70 e nunca mais reconstruído. O incêndio e arrasamento do Templo importou no fim do sacrifício hebraico, que cessou desde aquela data.

Esse sacrifício cruento foi substituído pelo sacrifício incruento operado na Missa instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo na Última Ceia.

Mesa de pedra usada como atril para ler a Torá, o livro sagrado judaico, representa o Templo
Mesa de pedra usada como atril para ler a Torá, o livro sagrado judaico, representa o Templo

18. Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.

19. E disse-lhes: Vinde após mim e vos farei pescadores de homens.

20. Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram.

21. Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os,

22. e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram.

23. Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

24. Sua fama espalhou-se por toda a Síria: traziam-lhe os doentes e os enfermos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos. E ele curava a todos. (São Mateus 4:23)

Magdala fica a oito quilômetros de Cafarnaum, onde Jesus pregou intensamente.

A arqueóloga chefe dos trabalhos, Dina Gorni-Avshalom, da Israel Antiquities Authority, considera que há “indícios circunstanciais” suficientes para se supor que Jesus pisou essa sinagoga.

A capela do resort para peregrinos está consagrada a Santa Maria Madalena, a pecadora arrependida que é símbolo da Redenção da humanidade imersa nas trevas em virtude do pecado original.

Ela aparece num grande mosaico no momento em que Nosso Senhor expulsa de seu corpo sete demônios, tendo como fundo a antiga cidade de Magdala.

Santa Maria Madalena unge os pés de Jesus.
Dieric Bouts, 1440, Sttatliche Museem Berlim.
Esta descoberta da ciência corrobora em nós a Fé. E nos convida a meditar nos dramas que se deram no tempo em que as ruínas agora descobertas não eram ruínas, mas a movimentada cidade de Magdala.

Por exemplo, considerar a vida de Maria Madalena, cujo nome deriva dessa cidade. Ela morava lá com Lázaro, de quem era irmã.

Lázaro, segundo as tradições do Oriente, tinha uma categoria social não política, de príncipe. Portanto, suas irmãs Marta e Maria eram pessoas de alta categoria.

Infelizmente, Maria Madalena tinha se tornado uma pecadora pública. Mas, uma vez arrependida, passou a praticar a contemplação e a penitência com suma seriedade e profundidade.

Maria viveu exclusivamente voltada para a contemplação, e por isso Nosso Senhor disse dela que escolheu a parte melhor: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”.(S. Lucas - 10, 41-42)

Podemos refletir sobre essas pessoas, a vida que levavam e como foram se transformando em função de Nosso Senhor. Todo esse drama aconteceu entre essas ruínas da Galileia.

No fim da vida pública de Cristo, em Jerusalém, quando Santa Maria Madalena quebrou o vidro de perfume e começou a ungir os pés de Nosso Senhor, Judas criticou-a. Mas Jesus Nosso Senhor justificou a atitude dela.

Judas representou o contrário do arrependimento, e morreu no desespero, enforcando-se numa figueira. Santa Maria Madalena e Judas seguiram rumos diametralmente opostos.

Ela esteve ao pé da Cruz, enquanto Judas foi o apóstolo amaldiçoado. Santa Maria Madalena foi a primeira a presenciar a Ressurreição, enquanto ele se enforcou.

São antíteses tremendas entre um e outro. Pelo lado dela, o arrependimento, a pura contemplação e o desapego dos bens do mundo. Pelo lado dele, impenitência, desespero, apego aos bens do mundo, roubo, traição e, no fim, suicídio.

Santa Maria Madalena, com a Cruz da penitência e o vaso do bálsamo preciosíssimo. Sevilha, Espanha.
Santa Maria Madalena, com a Cruz da penitência e o vaso do bálsamo preciosíssimo. Sevilha, Espanha.
Judas também esteve em Magdala, ouviu as pregações divinas, assistiu aos milagres. Tudo isso aconteceu entre essas ruínas agora postas à luz do sol.

Houve um momento em que Judas esteve em estado de graça e Maria Madalena, em estado de pecado mortal. Ela saiu do pecado para subir até onde subiu.

E ele desceu da condição de apóstolo, para a qual havia sido convidado por Nosso Senhor, e precipitou-se para vender o seu divino Benfeitor.

Quanto pode uma alma que está no lodo subir, e quanto pode uma alma chamada ao que há de melhor cair!

As ruínas de Magdala nos ajudam a compor o cenário de tempo e lugar onde esse imenso drama em torno do Divino Redentor aconteceu.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Revelações das chagas de Jesus
impressas no Santo Sudário de Turim

A revista "Injury"
A revista "Injury"
Quatro professores italianos publicaram artigo na revista “Injury” sobre o Homem do Sudário, revelando que durante sua Paixao Ele sofreu a luxação do úmero (osso do braço) direito, a paralisia do mesmo braço e um violento traumatismo no pescoço, no tórax e no ombro.

Consagrada à cura de traumas e feridas, a revista “Injury” é o órgão oficial da British Trauma Society e de associações correspondentes da Australásia, Arábia Saudita, Grécia, Itália, Alemanha, Espanha, Turquia, França, Croácia e Brasil.

Resumos do importante artigo foram publicados na revista americana “National Catholic Register”  e no site italiano “Vatican Insider”; e ainda.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A ciência se depara face a face com Deus,
após séculos de cientificismo antirreligioso

Embaixo: o Atacama Large Millimeter-submillimeter Array (ALMA), maior telescópio da Terra.
Fundo: galaxia Andrómeda, a mais parecida à nossa, a Via Láctea.
Desde o Iluminismo – para fixarmos uma referência – um viés cientificista veio insistindo na ideia de que, à medida em que a ciência fosse se desenvolvendo, tornar-se-ia evidente que a existência de Deus é uma crendice para encobrir uma vergonhosa ignorância.

E a ciência progrediu. A cada descoberta relevante e a cada nova teoria – algumas das quais se demonstraram falsas depois – esse espírito iluminista, revolucionário, anticatólico e ateu cantava vitória. Afinal, diziam, a religião ficou dessueta!

Ainda hoje se publica farta literatura de botequim repetindo o mesmo ‘disco ralado’. A inexistência de Deus estaria demonstrada, foi descoberta a máquina do Universo que torna desnecessária a divindade, a inteligência é coisa que o computador faz. Não precisamos de um Criador para explicar o Universo!!!

Mas, descartando essa literatura de rodoviária e nos voltando para os cientistas de verdadeira envergadura atuais, verificamos que um a profunda mudança está em curso.

A revista americana “Time”, considerada a maior do mundo, aderiu durante muito tempo à visualização da literatura de cordel a respeito da relação da ciência com a religião. Porém, há tempos que vem modificando a sua posição.

Não é questão de uma revista, por grande que seja, mas toda uma mudança planetária que está em andamento. E levada adiante pelos homens mais instruídos nas subtilezas, complexidades e profundidades dos diversos campos do conhecimento humano.

“Time” tentou explicar numa matéria de capa o que está acontecendo. Para isso apelou ao matemático e professor da Universidade de Massachusetts Amir D. Aczel, autor do livro Por que a ciência não desaprova Deus (“Why Science Does Not Disprove God”, Harper Collins Publishers, New York, 2014).

O autor publicou numerosos trabalhos científicos e matemáticos e foi apontado para diversos prêmios pela sua produção de livros voltados para a divulgação da ciência.

O professor Aczel parte da constatação de que a ciência forneceu um imenso cabedal de conhecimentos. E não cessa de fornecer. A cada dois anos, ou até menos, esse conhecimento duplica.

Na física e na cosmologia os cientistas estudam o que poderia ter acontecido na mais tênue fração de tempo no início do Universo.

Desenho artístico: desde o Big-Bang, de complicação em complicação até chegar à vida na Terra
Na química se estudam as mais complicadas relações entre átomos e moléculas.

Na biologia, o estudo das células vivas e o mapeamento do genoma humano atingem desenvolvimentos de espantosa complexidade e extensão.

E eis a pergunta da qual ninguém escapa, feita pelo autor: todo esse conhecimento desmente a existência de um Ser anterior a tudo, de uma Força todo-poderosa que pôs em funcionamento essa fabulosa máquina do Universo?

Quanto mais a ciência avança, mais a resposta ateia fica sem sentido.

Houve Algo. Houve Alguém. Houve Aquele a Quem chamam Deus – o Deus da Bíblia que tirou tudo do nada.

No século XIX, acreditar em Deus era objeto de derrisão. O homem não havia descoberto a penicilina, a máquina de vapor e testava a eletricidade?

Darwin havia publicado em 1859 a teoria de que o homem descende por evolução do macaco ou de algum bicho semelhante; Marx explicava a história e a sociedade pela luta de classes; e Freud refutava a religião e a moral pelo sexo.

Alguém achou ossos em Neandertal, e pronto! Para o ateísmo, estava tudo demonstrado.

Mas – observa Aczel – no século XX ninguém conseguiu demonstrar como se deu aquele momento primeiro do Universo que os cientistas chamam de Big Bang.

Tampouco ninguém conseguiu esboçar o menor indício ou prova de onde ou como apareceram os seres vivos a partir da matéria inanimada.

Deus Criador do Mundo.Österreichische Nationalbibliothek, Viena. No centro: uma molécula de DNA.
Deus Criador do Mundo.Österreichische Nationalbibliothek, Viena.
No centro: uma molécula de DNA.
Nem Freud nem seu exército de discípulos conseguiu explicar como apareceu a consciência, que a Bíblia e a Igreja nos ensinam que está radicada na alma humana criada por Deus à sua imagem e semelhança.

A inteligência, que permite aos homens vasculhar os mistérios da biologia, da física, da matemática, da engenharia, da medicina, de criar as grandes obras de arte, a música, a arquitetura, a literatura, de onde saiu? Como apareceu?

Diante de pirâmides de conhecimento que ela mesma acumula, a ciência mais avançada cai de joelhos e se rende impotente diante dos mais profundos mistérios da ordem do ser.

Sondas espaciais, telescópios cada vez mais poderosos, computadores potentíssimos ficam silenciosos diante desses mistérios.

Como apareceu a vida? Há vida em algum recanto do Universo que não seja o nosso?

E a resposta é sempre a mesma: em parte alguma do Universo cognoscível se encontra um local onde uma tão requintada convergência de fatores permitiu a aparição da vida.

A vida é a grande realidade – observa Aczel – que a ciência talvez jamais poderá explicar.

A ciência aprofunda cada vez mais conhecimentos e experiências. E sempre encontra algo que a matéria ou o conhecimento humano não explica: uma vasta, imensa e como que inacessível “sabedoria” que subjaz em tudo, desde a menor das partículas quânticas até a maior e mais longínqua das galáxias.

A ciência reconhece ignorar completamente a Causa que iniciou a criação do Universo. De onde saiu essa incomensurável quantidade de energia que começou tudo?

Nós respondemos que a Fé, a Igreja e a Tradição nos dizem que é Deus, Criador todo-poderoso, infinito e anterior a tudo o que existe. 

E Aczel confessa que a ciência não tem resposta.

Peter Higgs, Premio Nobel de Física 2013, recentemente teria encontrado a partícula que estaria no início da imensa catedral do Universo. Ele trabalha na Europa, no acelerador de partículas Large Hadron Collider, do CERN, o maior equipamento jamais construído pelo homem.

E para dar um nome a essa partícula primordial os homens inventaram “God particle”, a “partícula de Deus”. Não era mais do que um jogo de palavras que revelava, no entanto o fundo do subconsciente da mentalidade hodierna: sem Deus, no fundo nada tem explicação convincente.

Quanto mais se descobre, mais se torna necessário supor que antes de tudo houve um Ser que existia fora do tempo e do espaço e que trouxe tudo à existência.

Quem poderia ter tido um poder tão insondável para orquestrar a exatíssima dança das partículas elementares necessárias para aparecer a vida? – pergunta Aczel.

Deus Padre rodeado de anjos. Pietro Perugino (1450-1523), Vaticano. Fundo: galáxia Andrómeda, NGC 224, a mais parecida com a nossa galáxia.
Deus Padre rodeado de anjos. Pietro Perugino (1450-1523), Vaticano.
Fundo: galáxia Andrómeda, NGC 224, a mais parecida com a nossa galáxia.
O matemático britânico Roger Penrose calculou que a probabilidade de a vida aparecer equivalia a 1 dividido por 10, o resultado elevado à décima potência e depois à 123ª potência. Isto é um número tão próximo do zero que ninguém jamais conseguiu sequer imaginar, observa o matemático da Universidade de Massachusetts.

Os “ateus científicos” fracassaram diante desses mistérios, e as hipóteses que eles levantam para encobrir o seu vazio – como a existência de universos infinitos – só multiplicam ao infinito a inverossimilhança de seus posicionamentos, acrescenta Aczel.

Diante de teorias e mais teorias, descobertas e mais descobertas, experiências e mais experiências, invenções e mais invenções, uma só coisa permanece de pé, imutável, inabalável, suprema, apoiada sobre si própria com uma segurança absoluta: Aquele a Quem os homens chamam DEUS, observamos nós.

E Aczel diz que não há provas científicas de que Deus não existe.

Em sentido contrário, nós só podemos achar que a massa dos conhecimentos adquiridos apontam que somente um Ser supremo pré-existente, infinito e eterno torna compreensível o Universo que a ciência quer tornar compreensível. E isso para não falar da nossa própria existência, da vida.

No terceiro milênio, concluiu o matemático, a ciência e a religião acabam se dando a mão para explicar o impulso de compreensão do mundo, do nosso lugar nele, do nosso deslumbramento diante da maravilha da vida no cosmos infinito.

Como no início da História – acrescentamos – o fizeram os Patriarcas, os Juízes, os Reis e os Profetas; milênios mais tarde, os Padres e Doutores da Igreja; depois os mestres medievais, imperadores, reis, bispos, monges, e povos, entoando o gregoriano em catedrais de pedra e cristal, em louvor d’Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

E também d’Aquela que Lhe deu a vida: a sua Mãe Santíssima, que rodeada dos coros angélicos e das legiões de santos reina sobre o Céu e a Terra pelos séculos dos séculos.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Professor faz Crucificado seguindo os dados do Santo Sudário

Prof. Juan Manuel Miñarro explica seu trabalho

Diversos leitores do blog pediram as fotos deste impressionante Crucificado em tamanho maior, exprimindo o desejo de fazer um poster ou outra forma de reprodução.

Em atenção aos pedidos re-publicamos este post com as fotos ampliadas, e mais duas acrescentadas no fim.

Basta clicar na foto desejada e ela aparecerá na tela no tamanho máximo possível. Depois é só salvar na pasta preferida.

Aplicamos a maior resolução que um blog permite técnicamente, e que nem para todos será a ideal.

Para quem desejar as mesmas fotos com ainda maior definição e tamanho, recomendamos a página do Prof. Juan Manuel Miñarro: http://cofrades.pasionensevilla.tv/photo/albums/cristo-sindonico-de-minarro

O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Arca de Noé podia levar dezenas de milhares de animais

A Arca de Noé é prefigura da Igreja Católica, Arca da Salvação. Vitral da igreja de Saint' Étienne du Mont, Paris
A Arca de Noé é prefigura da Igreja Católica, Arca da Salvação.
Vitral da igreja de Saint' Étienne du Mont, Paris

Um recente filme que manipula o episódio bíblico da Arca de Noé e do Dilúvio num sentido ambientalista e sensacionalista, veio colateralmente levantar problemas relativos a esse acontecimento magno da História da Salvação.

Não nos deteremos nas fantasias do filme, mas procuraremos aproveitar algumas matérias recentemente publicadas sobre a odisséia de Noé.

Noé e sua Arca de que nos fala o Génesis, ainda continuam uma fonte de enigmas, não para a Fé, mas para a ciência.

De fato, até o presente não foi possível encontrar nada de positivo a respeito do local onde poderiam estar os restos da célebre Arca. Fala-se com certo fundamento que estaria no Monte Ararat, montanha sagrada da Armênia, hoje em território turco.

Expedição alguma reconhecida pela comunidade científica chegou a fazer descobertas relevantes. As teorias e suposições baseadas nestes ou aqueles fundamentos até agora não foram confirmadas por descobertas ou outros fatores.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Arqueologia identifica existência
de 50 personagens do Antigo Testamento

Capa da Biblical Archaeology Review
Capa da Biblical Archaeology Review

Na Biblical Archaeology Review, o acadêmico Lawrence Mykytiuk, professor associado da Universidade Purdue, elaborou uma lista dos personagens históricos do Antigo Testamento que ficaram registrados em documentos arqueológicos.

Trata-se de colunas de pedra, selos de argila, recibos, tabletes ou inscrições funerárias que ainda existem após 2.000 ou 3.000 anos, apesar de guerras, terremotos, depredações e saques.

Mykytiuk constatou que, com os conhecimentos atuais, a partir de provas arqueológicas materiais, se pode demostrar a existência de 50 personagens bíblicos.

Não está excluido, e até parece certo, que trabalhos em andamento venham a demostrar a existência de outros.

Os 50 formam um conjunto mais do que suficiente para reforçar a certeza da veracidade e historicidade do Antigo Testamento.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Últimos achados astrofísicos
afinam com narração bíblica da Criação

Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovacem conferência de imprensa  no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets
Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovac em conferência de imprensa
no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets

Anunciada nos EUA uma descoberta que é um marco para a astrofísica

Liderados pelo astrônomo John M. Kovac, pesquisadores do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, da Universidade de Minnesota, do California Institute of Technology, da Universidade de Stanford e do Jet Propulsion Laboratory da NASA anunciaram a descoberta da “primeira evidência direta” daquilo que os cientistas chamam de “inflação cósmica”.

A expressão indica a teoria segundo a qual, no segundo imediato ao “Big Bang”, o universo expandiu-se a uma velocidade inimaginável. O “Big Bang” (ou “grande explosão”) é a teoria que prevalece na ciência a respeito da origem do mundo, embora com muitas variantes segundo os diversos postuladores.

O novo trabalho também forneceria a primeira demonstração da existência das ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo, previstas por Albert Einstein, mas nunca antes detectadas.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Falso papiro retoma ofensiva contra Jesus Cristo

Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas
Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas

Realejo midiático: Jesus teria se casado com Maria Madalena

Certa imprensa aproveita a Semana Santa para veicular noticiário por vezes ofensivo e enviesado contra a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 2014, talvez carente de argumentos científicos, o ritornelo anticristão voltou a agitar um antigo fragmento de papiro, desprestigiado nos meios acadêmicos. Nele está escrito que Nosso Senhor se casou com Maria Madalena, como na novela já muitas vezes refutada de Dan Brown, o “Código da Vinci”.

O pedaço de papiro antigo já foi apresentado em 2012 pela historiadora Karen King, da Harvard Divinity School, dos EUA, noticiou a G1.

O fragmento pode ser do século VI, do IX, ou até do II, segundo os testes de radiocarbono e uma análise da tinta por espectroscopia Micro-Raman, realizados nas universidades de Columbia, Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A própria professora Karen reconhece que a antiguidade do fragmento não prova a suposição que ela fez sobre Jesus Cristo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

As relíquias na grande estátua
da basílica de São Martinho de Tours

Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours
Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours

Há mais de um século, os fiéis de Tours, na França, transmitem de geração em geração a certeza de que o braço erguido da estátua de São Martinho de Tours, apóstolo da nação gaulesa, continha ossos do santo.

São Martinho de Tours nasceu na Panônia (Hungria), por volta de 316 ou 317, e faleceu em Candes, França, em 397. É um dos maiores santos da Igreja e sua imagem equestre se encontra em inumeráveis templos católicos.

O santo aparece dividindo sua capa de oficial romano com um pobre miserável nu. Na noite seguinte Nosso Senhor Jesus Cristo lhe apareceu vestido com o pedaço de capa que o oficial havia doado.

O fato foi decisivo para a sua conversão e São Martinho acabou sendo bispo de Tours, atraindo para a Igreja uma quantidade prodigiosa de pagãos e fazendo incontáveis milagres.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina

A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”.

Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

A amostra de medula fora tirada de uma jovem de 30 anos ainda viva. Estudava-se a veracidade do milagre no contexto do processo de canonização da primeira santa canadense, Maria Margarida d’Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, elevada à honra dos altares 14 anos depois.

terça-feira, 11 de março de 2014

Reconhecidos os ossos do “Pai da Europa”: Carlos Magno

Carlos Magno: busto relicário em Aachen, Alemanha
Cientistas alemães anunciaram que, após quase 26 anos de pesquisa, os ossos contidos há séculos em preciosas urnas e relicários da catedral de Aachen, podem ser tidos com grande certeza como os próprios de Carlos Magno, informou The Local, jornal com noticias em inglês editado na Alemanha.

Os estudos científicos e suas conclusões foram apresentados no dia 28 de janeiro de 2014, 1.200º aniversário da morte do grande imperador.

Os cientistas contabilizaram 94 ossos e fragmentos nos relicários do Rei dos Francos, coroado Imperador do Sacro Império Romano Alemão pelo Papa São Leão III.

Carlos Magno tem direito a culto como bem-aventurado em numerosas dioceses da França, Alemanha e Bélgica, com Missa especial e orações próprias.

Imagens do Beato Carlos Magno são cultuadas em igrejas e catedrais dessas dioceses.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Arqueólogos revelam história heróica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos – 2

Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
continuação do post anterior

A resistência de Shimabara

A resistência de Shimabara teve episódios épicos em que sucessivos exércitos pagões foram derrotados com imensas perdas, sendo que os católicos sofreram muito pouco.

Impotentes, os pagãos pediram auxilio aos holandeses protestantes que primeiro forneceram pólvora e canhões.

O chefe holandês Nicolaes Couckebacker se engajou pessoalmente na batalha.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.  Os católicos reunidos foram pegos e martirizados
Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.
Os católicos reunidos foram pegos e martirizados

Na região japonesa de Taketa, muito considerada pela sua beleza natural, foram descobertas oito capelas católicas escavadas na pedra durante a perseguição desencadeada pelo Shogun, governador militar do império, informou a agência Zenit.

Situada no centro da prefeitura de Oita Kyushu, Taketa também é conhecida como a pequena Kyoto e está rodeada por montanhas e pelo rio Ono.

Lá estão as águas termais mais conhecidas do império do sol nascente.

Mas a região é também onde a graça do batismo foi vertida com maior abundância. Quando os missionários chegaram à localidade, ela se converteu e foi um dos centros com maior presença católica do Japão.

Um nobre samurai, batizado por São Francisco Xavier em Oita, foi para Taketa. Ali, muitos grandes proprietários de terra foram conquistados pelo exemplo do nobre guerreiro e foram professando a Fé católica.

O primeiro grupo contava 200 fiéis, mas não demorou para que em Taketa que tinha uma população de 40.000 habitantes, mais de 30.000 adotassem o catolicismo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ciência pasma em Israel: fiel católica é objeto de milagre

Teresa Daoud

 A cura do câncer, com fortes sinais de milagre, de Teresa Daoud – devota católica de nacionalidade israelense – abalou Israel, escreveu The Blaze.

Ela contou o caso todo ao Canal 2 de Israel, que também entrevistou seus médicos e analisou o caso clínico.

Teresa sofria de um câncer maligno na perna, o qual se desenvolvia rapidamente. Os médicos decidiram então amputar-lhe a perna.

A cirurgia foi adiada três vezes por razoes burocráticas. Ela interpretou os adiamentos como um sinal de que devia confiar mais na oração do que na intervenção médica.

O Dr. Jacob Bickels, chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, disse: “Era claro para mim que ela ia morrer em pouco tempo. Ela é uma mulher instruída, inteligente, lúcida, e quando uma pessoa assim toma uma decisão sabendo bem das consequências, nós a respeitamos”.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?

2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”. E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Logo depois um meteoro explodiu no céu da Rússia com a potência de 20 bombas atômicas. Outra bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos EUA, mais uma apavorou o centro da Espanha e, por fim, em nove estados da Argentina outro meteoro comparável ao russo fez a noite virar dia, a terra tremer, e o povo achar que era “um sinal divino”.

Esses fatos incomuns devem ser vistos à luz da Fé que nos leva a mantermos inalterada nossa Esperança e nossa Caridade.

O fato é que 2013 se encerrou com os homens quase não se entendendo mais. O que nos trará 2014?

Algo, entretanto, pareceu se mover numa esfera que não é a dos humanos. Sopros fétidos vindos do reino das trevas promoveram incontáveis e atrozes blasfêmias durante 2013.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

“Os 12 dias de Natal”: canção-catecismo dos católicos perseguidos

São Gabriel, Rodez, França
São Gabriel, Rodez, França

Há uma bela canção de Natal inglesa intitulada Twelve Days of Christmas (Os 12 dias do Natal), pouco conhecida entre nós.

Ela surgiu durante a época da perseguição anglicana contra os católicos naquele país, no século XVI.

Com a pseudo-reforma protestante, países como a Inglaterra, ao abandonarem o regaço da Santa Igreja e caírem na heresia, começaram a perseguir os católicos, tornando quase impossível a prática da verdadeira Religião.

Para comunicar aos fiéis a sã doutrina e poderem celebrar sem medo de represálias o Natal do Salvador, segundo a tradição da Santa Igreja, católicos ingleses compuseram tal música, que é um catecismo secreto, porquanto expressa em símbolos a realidade de nossa fé.

Ela foi também utilizada muitas vezes pelos católicos durante as perseguições anticristãs e anti-monárquicas da Revolução Francesa.

Decifre seu significado antes de ler o que ela quer dizer:

Video: “Os 12 dias de Natal”

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Por que choras, Menino bom?


Sermão de Natal pregado por São João de Ávila
no dia de Santo Estevão (26 de dezembro)

O Menino chora na estreiteza do estábulo. Por que choras, Menino bom? Estará aqui presente algum grande pecador que trema quando Deus lhe disser: – “Onde estás?”?

Que grande mal tê-lo ofendido muito, lembrar-se de vinte anos de grandes ofensas! Que resposta darás quando Deus te interpelar?

Assim como tu tremes, tremiam os irmãos de José quando este lhes disse: “Eu sou José, vosso irmão, que vós vendestes (Gên 45, 4).

E eles pensaram: “Infelizes de nós! Ele agora é Rei. Há de querer matar-nos, tem motivos e pode fazê-lo”. Tremiam.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ossos de São Pedro venerados solenemente no Vaticano


No domingo 24 de novembro foram venerados publicamente relíquias do Apóstolo São Pedro, na praça diante da basílica a ele dedicada no Vaticano.

Tratou-se da primeira exposição pública de suas relíquias, que tanto deram margem à polêmica histórica, arqueológica e científica.

Durante a cerimônia que encerrou o Ano da Fé, uma procissão trouxe para o altar um relicário de bronze com oito fragmentos de ossos do Apóstolo que Jesus Cristo instituiu como Príncipe supremo do Colégio Apostólico e chefe da Igreja. Dessa maneira, ele foi o primeiro Papa da História, por instituição divina.

Essa monarquia de origem divina vem sendo transmitida pelos Papas o longo dos séculos, e assim o será até o fim dos tempos.

Por vez primeira vez em 2 mil anos a Igreja exibia ao público as relíquias do primeiro papa, que estão habitualmente guardadas na cripta da Basílica de São Pedro, onde elas podem ser veneradas.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Prêmio Nobel de Medicina: não há explicação
para os milagres de Lourdes

Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris  Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris
Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Um dos pontos em que se pretende jogar a ciência contra a religião é a problemática do milagre.

E o caso de Lourdes é o que deixa mais perplexa a uma certa ciência eivada de preconceitos anti-religiosos e/ou anti-católicos.

Um Prêmio Nobel de Medicina, descobridor do vírus do HIV, causador da AIDS, ele próprio agnóstico, foi a Lourdes, participou de um encontro científico sobre os milagres atribuídos à "água milagrosa", e ficou sem o que dizer.

Ele reconheceu que a ciência não tem meios de explicar os milagres lá cientificamente constatados após longa discussão e análise.

Mas, não dá o braço a torcer. Sobre o caso, reproduzimos a seguir um post extraído do blog "Lourdes e suas aparições":

O bacteriólogo Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina de 2008, participou no primeiro colóquio científico internacional organizado pelo Santuário de Lourdes nos dias 8 e 9 de junho de 2012, segundo informou o jornal “La Croix” de Paris.

Entrevistado naquela ocasião por “La Croix”, o biólogo que é agnóstico declarado, reconheceu que nos milagres de Lourdes “existe algo inexplicável”.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Como explicar que tantas imagens de Nossa Senhora e de Nosso Senhor tenham sido salvas nas Filipinas?

Com menos de um mês de intervalo, duas enormes calamidades caíram sobre as Filipinas, país muito populoso de maioria católica.

O país é um grande arquipélago exposto a fenômenos sísmicos e furacões de rara intensidade.

No dia 16 de outubro um terremoto de magnitude 7.2 atingiu especialmente a ilha de Bohol danificando severamente grandes e sólidas igrejas coloniais, de até 400 anos de antiguidade.

A segunda grande calamidade foi provocada pelo tufão Haiyan (lá denominado Yolanda) em 8 de novembro que causou por volta de 2.500 mortes.

Nas duas imensas tragédias registrou-se o mesmo fenômeno: imagens de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus ficaram admiravelmente indenes.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Uma grande razão para rezarmos pelas almas dos falecidos: o Purgatório

Pensando no bem que podem ganhar nesta data religiosa as almas dos fiéis defuntos -- ente as quais pode haver parentes ou amigos nossos -- reproduzimos a continuação o post Museu das almas do Purgatório 1: uma janela para o além que merece ser mais estudada com estimulante matéria a respeito para rezarmos por essas almas.


Fachada da igreja do Sagrado Coração do Sufrágio

Indo à Basílica de São Pedro pelo Lungotevere – a avenida que bordeja o histórico rio Tibre – o romeiro é surpreso por uma bonita igreja que tem o imponderável de conter algo muito singular.

Não é só o fato de seu estilo neogótico evocar a França e destoar do distendido conjunto arquitetônico romano.

Luminosa, delicada, esguia, sorridente, mas infelizmente fechada boa parte do dia, a igreja do Sagrado Coração do Sufrágio fica a dois quarteirões de Castel Sant’Angelo e da Via dela Conciliazione, que leva direto ao Vaticano.

VER EM GOOGLE MAPS

Perguntei a amigos romanos o que havia nessa igrejinha.

Eles me explicaram – não sem antes me prevenirem de não me espantar – que lá havia um Museu das Almas do Purgatório.

Quer dizer, uma coleção de sinais do além deixados por essas almas, que na maioria das vezes apareceram ardendo internamente a parentes ou irmãos de religião.

Sempre pedindo orações para saírem do Purgatório, onde pagavam penas devidas a seus pecados e irem para o Céu.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nossa Senhora de Guadalupe e São Juan Diego:
diálogo de rainha com cortesão


Nossa Senhora de Guadalupe apareceu em 9 de Dezembro de 1531 ao príncipe São Juan Diego (1474-1548) no morro Tepeyac, onde se ergue hoje a “Capilla del Cerrito”. A Virgem falou na língua dele, o náhuatl. O nobre indígena tinha então 57 anos e já estava batizado.

Após as aparições foi construída ao pé do morro a primeira capela consagrada a Nossa Senhora. No mesmo dia que a milagrosa imagem foi nela instalada, o santo foi viver com licença do bispo num quartinho ou ermida, colado na capela.

Ele cuidava da capela e ensinava ao povo o conteúdo e significado das aparições. Ele ficava longos momentos rezando diante da Santa Imagem.

Tinha licença do bispo para comungar três vezes por semana. Naquela época semelhante autorização era excepcional e só concedida a pessoas de avançada virtude.

O nobre São Juan Diego destacava-se pelo jejum e mortificação, e recebia os peregrinos com grade amabilidade. Ele usava o hábito dos terceiros franciscanos

O povo tinha-o em fama de santidade. Índios e espanhóis iam lhe pedir milagres. Ainda hoje, alguns pais de família na hora de dar a benção a seus filhos dizem: “que Deus te faça como Juan Diego”.

Faleceu em 3 de Junho de 1548, com 74 anos de idade e foi sepultado naquela primeira ermida. No século XX durante as perseguições anti-católicas, após um atentado, os “cristeros” mudaram seus restos para evitar profanações.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A incorruptibilidade do manto de Guadalupe:
a ciência não encontra explicações


O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.

O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O inimaginável no olhar da Virgem de Guadalupe
desafios às ciências modernas

A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)  de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)
de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México

No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra.

Juan Diego transmitiu o pedido. O bispo exigiu alguma prova. Então Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

O interesse da ciência começou na hora de investigar como é possível que o manto de Juan Diego se tenha conservado até hoje.

Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo.