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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

26 catedráticos espanhóis: o “ateísmo científico”
não tem base na ciência


Vinte e seis professores catedráticos de diversas áreas da Ciência, que lecionam ou trabalham em 14 universidades espanholas, publicaram um livro para rebater a suposta incompatibilidade entre a Religião e a Ciência, espalhada por alguns “cientistas materialistas”, informou a agência Infocatólica.

O livro veio à luz uma semana após o cientista Stephen Hawking defender que não acredita em Deus, nem na sua existência, e nem mesmo numa necessidade matemática de um Deus criador do universo, como afirmava outrora.

A declaração de Hawking teve certa repercussão, pois ele ganhou notoriedade sustentando uma espécie de necessidade da existência de Deus derivada das equações do Universo.

A hipótese de Hawking era digna de consideração. E foi muito bem recebida nos ambientes mais científicos, menos defensores da fé e do catolicismo. Agora, porém, Hawking decepcionou a todos eles.

Entre os autores do novo livro que põem as coisas em seu lugar, encontra-se o Prof. David Jou, catedrático de Física da Matéria Condensada na Universidade de Barcelona.

Aliás, ele é tradutor para o espanhol da obra de Hawking, tendo prefaciado todas as obras publicadas até hoje pelo cientista que agora adotou o ateísmo.

O livro “60 preguntas sobre ciencia y fe respondidas por 26 profesores de universidad” (“60 perguntas sobre ciência e fé respondidas por 26 professores universitários”) foi editado pela Editorial Stella Maris.

Os especialistas espanhóis sustentam que o conhecimento científico atual fornece dados que “analisados sem interpretações materialistas e ateias”, não são “de maneira alguma incompatíveis com a doutrina cristã”.

Para estes cientistas, “foram construídas com a ciência ideologias que vão muito além do que o dado empírico permite”.

“No transcurso da segunda metade do século XX e até o dia de hoje, temos podido comprovar em diversos campos – sobretudo nos relacionados com a cosmologia, e particularmente com as peculiaridades das leis da natureza – que o aumento da compreensão da estrutura do mundo, e não seu desconhecimento, fornece fundamento a linhas de pensamento que fazem uma ponte que vai da ciência até a teologia”, escrevem.

Segundo os autores, “pode-se afirmar que o cenário positivista que proclama a morte da religião como fruto da ciência não se cumpriu, e nem tem aparências de vir a se cumprir. Isto não é por uma casualidade, nem porque os cientistas ainda não perceberam como é que devem pensar”, mas porque “é errado supor que os pontos de partida do pensamento religioso radicam no desconhecimento da ciência”.

Em mais de 400 páginas, o livro refuta as principais dúvidas que o ateísmo montou contra a religião a partir de uma pretensa evidência científica.

Neurociências, biologia, cosmologia, estatísticas ou física quântica, entre outras, são matérias que especialistas analisam ponto por ponto para defender uma posição legítima.

Outros autores do livro são:
- Manuel Alfonseca, professor catedrático de Linguagens e Sistemas Informáticos da Universidade Autónoma de Madri;
- Ignacio Sols, catedrático emérito de Álgebra da Universidade Complutense;
- Francisco J. Soler Gil, que ensina Lógica e Filosofia da Ciência nas universidades de Bremen e Sevilha;
- Aquilino Polaino, catedrático de Psicopatologia na Universidade CEU-San Pablo;
- Julio Gonzalo, catedrático de Física de Materiais da Universidade Autónoma de Madrid;
- Nicolás Jouve de la Barrera, catedrático de Genética na Universidade de Alcalá; e
- Ignacio García-Jurado, catedrático de Estatística e Investigação Operativa da Universidade de La Coruña.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Patena eucarística com Cristo em Majestade,
uma das mais antigas já achadas

A patena nas mãos de um restaurador.
A patena eucarística com Cristo em Majestade nas mãos de um restaurador.

Na localidade espanhola de Cástulo, província de Jaén, uma equipe de arqueólogos engajados no Projeto de Investigação Forvm MMX desenterraram e os, depois, especialistas em restauração recuperaram uma peça única do século IV que representa a Nosso Senhor Jesus Cristo em uma patena de fino vidro.

Trata-se de uma das mais antigas imagens do Cristianismo representando o Divino Redentor.

Cástulo é um dos mais ricos sítios arqueológicos da Espanha. Foi uma cidade romana hoje reduzida a ruínas, mas que apresenta uma surpreendente preservação. Nela foram feitas descobertas notáveis, como pisos de mosaicos complexos que podem ser admirados no local.

Um dos edifícios descobertos parecia ter servido de igreja católica e testemunha quão cedo o catolicismo penetrou na Península Ibérica.

No local, durante três anos, os arqueólogos foram retirando pacientemente pequenos fragmentos de vidro das ruínas de uma basílica.

Mas foi só no mês de julho que localizaram fragmentos que “por seu tamanho e pelos desenhos que continham” revelaram “um documento arqueológico excepcional”, segundo explicou à agência AFP o chefe do projeto, Marcelo Castro.

Limpados com extremo cuidado e depois colados, os fragmentos mostraram constituir uma patena, o prato precioso que era colocado sob o queixo do fiel para evitar que algum fragmento do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Eucarístico pudesse cair no chão.

A jazida arqueológica de Cástulo, local do achado
A jazida arqueológica de Cástulo, local do achado.
As patenas de séculos mais recentes costumavam ser de ouro ou folheadas a ouro. Outras tinham delicadas gravações com simbolismos eucarísticos.

A riqueza desta humilde peça da cerimônia da Comunhão, na Missa ou fora dela, manifestava a fé de que Jesus está verdadeiramente presente, transubstanciado na hóstia consagrada.

No caso de Cástulo, a patena é de delicado vidro verde, tem 22 cm de diâmetro por 4 cm de profundidade, 2 milímetros de espessura e pesa apenas 175 gramas. Ela pôde ser reconstituída em 81%.

Nela, distingue-se pintada a imagem de três personagens com auréolas. No centro, aparece em majestade um Cristo imberbe, de cabelo curto e encaracolado, segurando uma grande cruz em uma mão e um Livro Sagrado aberto na outra. Ao seu lado, dois apóstolos, que poderiam ser Pedro e Paulo.

Os primeiros cristãos tentaram sempre representar Nosso Senhor Jesus Cristo com os traços mais nobres e elevados que conseguiam imaginar.

E, na patena de Cástulo, Jesus é representado como os mais altos personagens do poderoso Império Romano.

Cástulo: exemplo de piso romano de mosaico.
Cástulo: exemplo de piso romano de mosaico.
A alta aristocracia das famílias patrícias romanas se barbeava regularmente – fato estranho nas classes inferiores –, usava cabelos curtos, tinha por natureza cabeleiras encaracoladas e se vestia com togas senatoriais, distintivas de sua muito alta posição social, como usa o Cristo da patena.

Representações análogas se encontram nas catacumbas de Roma.

Segundo Castro, o modelo artístico usado denomina-se “alexandrino” e é próprio de uma era remota do Cristianismo. Precisamente da época em que estava saindo da clandestinidade, após séculos de perseguições e um número incontável de martírios.

“Este modelo seria abandonado mais adiante na tradição cristã e se daria preferência a outras formas de representar a Cristo. Mas ele está presente nos primeiros momentos do Cristianismo”, explicou o chefe dos trabalhos.

As patenas feitas de vidro de maior qualidade, como a de Cástulo, provinham ao que tudo indica de Ostia, perto do Roma, onde ficavam os melhores ateliês de trabalhos em vidro. De bom valor, o vidro não tinha se generalizado como em séculos recentes.

Há no mundo poucas peças similares, como um cálice exibido no Museu do Louvre e um vidro dourado no Toledo Museum of Art de Ohio, nos EUA.

As gravuras chamam a atenção pelo seu maravilhoso estado de conservação após 1.600 anos em que a patena fragmentada ficou enterrada, observou o jornal “El Mundo” de Madri.

Quando os cientistas começaram a se fazer uma ideia sólida do inigualável tesouro histórico que tinham em mãos, eles tiveram medo, segundo disseram.

Patena eucarística recuperada em Cástulo, Espanha, com Cristo em Majestade e Apóstolos.
Patena eucarística recuperada em Cástulo, Espanha, com Cristo em Majestade e Apóstolos.
Os arqueólogos estavam achando que o prédio estava “a meio caminho entre as catacumbas, as casas clandestinas de culto e as primeiras arquiteturas cristãs de Roma”.

Pois o Cristianismo foi uma religião clandestina, vítima das terríveis perseguições romanas dos séculos II e III.

Entretanto, em meio a tantas dificuldades, os cristãos de Cátulo nada poupavam para proteger a Santíssima Eucaristia de qualquer imprevisto.

Por causa das perseguições, a representação do Filho de Deus era feita com alegorias hoje bem conhecidas: por exemplo, o peixe, cujo acróstico em grego significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”.

Somente no século IV – após o glorioso edito de Milão do ano 313, do imperador Constantino, convertido miraculosamente ao Cristianismo – a religião católica foi autorizada e seu culto tornado oficial do Império.

A patena recuperada coincide com esse momento histórico. E então Jesus Cristo é representado em majestade, vencedor das perseguições, triunfante.

Os Santos Apóstolos Pedro e Paulo – ou mais provavelmente eles – são representados juntos com Jesus no mesmo estilo. Eles carregam um pergaminho – “o rotulus legis”, símbolo do Evangelho e da missão de pregar – e também usam togas, não têm barba e outras características que se afirmaram em séculos posteriores.

A cena tem como fundo o orbe celeste emoldurado entre palmeiras, que na iconografia católica representam a imortalidade e o Céu.

Também está representado o Alfa e o Ômega, o principio e o fim, símbolo da imortalidade, da realeza e da divindade majestosa de Cristo Rei. “Eu sou o Alfa e o Ômega – diz o Senhor Deus – Aquele que é e que era e há de vir, o Todo-poderoso” (Apocalipse 1, 8).

Reconstituição da imagem. Cristo em majestade no centro com a Cruz e os Evangelhos. São Pedro e São Paulo aos lados recebendo a missão de pregar.
Reconstituição da imagem. Cristo em majestade no centro com a Cruz e os Evangelhos.
São Pedro e São Paulo aos lados recebendo a missão de pregar.
Tertuliano, Padre da Igreja, falou de cálices e patenas decorados com a figura do Bom Pastor no século III. E no ‘Liber Pontificalis’, obra que compila as biografias dos primeiros Papas, se faz referência a patenas de vidro durante o papado de Ceferino, nos séculos II e III.

No século IV, uma disposição do Papa Urbano I ordenou que cálices e patenas só fossem de metais nobres como ouro e prata, além de pedras preciosas como ornamento.

É assim que na patena de vidro de Cástulo, observa o jornal “ABC”, de Madri, podemos adorar uma das mais antigas representações iconográficas de Nosso Senhor Jesus Cristo de que se tem notícia.

Emociona considerar a fé daqueles primeiros fieis católicos, que iam saindo das catacumbas e consagravam o melhor de seu pecúlio para honrar dignamente o cerimonial que rodeia a Eucaristia.

Quanta diferença com certas coisas que se veem e se ouvem hoje em dia!

Video: Patena eucarística com Cristo em Majestade


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Angkor Wat: o mistério da cidade perdida
vasculhado com raios laser

Templo central de Angkor Wat. O que fez os habitantes abandonarem intacta uma cidade opulenta?
Templo central de Angkor Wat. O que fez os habitantes abandonarem intacta uma cidade opulenta?

Nas profundezas da selva do Cambodge surge uma vasta cidade religiosa de vistosa concepção arquitetônica, recoberta de baixos-relevos e estátuas de tipo iniciático, em geral lascivas ou monstruosas, fazendo alusão a divindades infernais.

Trata-se de Angkor Wat, ou Cidade do Templo, construída pelo rei Suryavarman II no início do século XII. A cidade incluía o templo central e a capital do Estado, tendo-se tornado o centro político e religioso do império khmer, ou cambodgeano.

O centro dessa cidade de 200 hectares era rodeado por um muro e um lago perimetral de 3,6 km de comprimento por 200 metros de largura.

A cidade e a área circunvizinha agora foi vasculhada com um avançado sistema de raios laser operado por cientistas da Universidade de Sidney, Austrália.

O templo central consta de três recintos retangulares concêntricos de altura crescente, em cujo interior erguem-se cinco torres em forma de flor de loto.

A infraestrutura da cidade sob a selva analisada com raios laser
Infraestrutura da cidade sob a selva analisada com raios laser
A torre principal atinge uma altura de 42 metros acima do santuário, e 65 metros do nível do solo.

É considerado a maior estrutura religiosa construída pelos homens, como noticiou o jornal “La Nación” de Buenos Aires.

Estima-se que no centro habitavam por volta de 20 mil pessoas. Porém, contabilizando-se os bairros periféricos, a cidade pode ter chegado a ter um milhão de habitantes.

O templo e outros prédios religiosos a ele integrados estiveram consagrados a deidades pagãs que mudaram com o tempo. As esculturas remanescentes representam perversos deuses indianos.

A existência da cidade foi relatada pelo frade capuchinho português António da Madalena, que a redescobriu em 1586, já abandonada. Em 1589, ele relatou suas impressões ao historiador Diogo do Couto, antes de morrer num naufrágio ao largo de Natal (atual África do Sul).

Angkor Wat: capital de um império entregue à mata sem explicacão.
Angkor Wat: capital de um império entregue à mata sem explicação.
O missionário narrou, segundo o historiador, que Angkor Wat é “uma construção de tal modo extraordinária, que não é possível descrevê-la por escrito; é especialmente diferente de qualquer outro edifício do mundo. Possui torres, decoração, e todos os refinamentos que o gênio humano pode conceber” (Cfr. verbete Angkor Wat)

Séculos depois, numa viagem que durou de 1858 a 1861, o explorador francês Henri Mouhot voltou a visitar aquela cidade, que se diria amaldiçoada.

Mouhot escreveu um acesso relato impregnado de romantismo, que empolgou os leitores europeus e ateou neles o desejo de visitá-la e restaurá-la. Atualmente, por volta de dois milhões de turistas a visitam todos os anos.

Mas, antes do interesse europeu, Angkor Wat dormia, invadida pela selva, vazia de população, povoada de estranhas figuras, habitada por alguns monges de religiões mortas, e conhecida apenas por aldeões locais.

O singular é que a cidade não foi abandonada por causas conhecidas. E não é o único caso no mundo. O mesmo aconteceu, por exemplo, com as famosas cidades maias da América Central e com o Machu Pichu, a “cidade perdida dos Incas”, no Peru

A arqueologia conhece muitas cidades, algumas delas grandiosas, que desapareceram em virtude de tragédias naturais. Foi o que se deu com Alexandria, no Egito, e o porto de Cesareia, em Israel, devorados por deslizamentos de terra. Seus restos encontram-se hoje sob as águas do Mediterrâneo.

Uxmal, na península de Yucatán, no México, outra cidade grandiosa abandonada
Uxmal, na península de Yucatán, no México, outra cidade grandiosa abandonada
Podem-se se citar também outros casos famosos, como o de Pompeia, destruída pelo vulcão Vesúvio, perto de Nápoles.

Outras grandes cidades desapareceram em consequência de guerras, invasões e violências, ou de imperícias de origem humana, só restando as ruínas.

Porém, o caso de Angkor Wat se insere numa outra categoria. E esta é muito misteriosa: a das grandes cidades abandonadas sem que se conheçam as causas.

Cidades que foram encontradas inabitadas, com templos, palácios, ruas, etc. essencialmente conservados, testemunhando que toda uma população que estava lá sumiu, deixando tudo intacto para trás. Por que todos fugiram não se sabe. Ninguém nem nada as destruiu, e prédios valiosíssimos se tornaram moradia de animais e insetos.

Que espécies de fenômenos podem ter provocado desconjuntamentos desses? É muito misterioso para a ciência, mas aconteceram.

O interesse por Angkor atraiu gerações de arqueólogos que fizeram grandes achados, embora ainda fiquem muitas coisas por esclarecer.

Em 2013, uma equipe internacional de arqueólogos deu a conhecer uma série de novas descobertas na enigmática Angkor, oculta com seus diabólicos ídolos nas profundezas da mata cambodgeana.

Dirigida pelo Dr. Damian Evans, da Universidade de Sidney, Austrália, a equipe visou fazer um mapa sem precedentes de uma área de 370 quilômetros quadrados em volta de Angkor. O trabalho tentava responder à incógnita: o que houve lá e o que poderia ter acontecido.

A tarefa não foi nada fácil, por causa da densidade da mata e da presença de minas, instaladas no tempo da guerra de invasão comunista do Cambodge na segunda metade do século XX.


Os cientistas empregaram uma sofisticada tecnologia de teledetectação, que está elevando a arqueologia a um novo patamar, especialmente em locais difíceis como os trópicos.

Esquema da tecnologia utilizada
Esquema da tecnologia utilizada
Montados sobre um helicóptero, os equipamentos disparavam um milhão de raios laser a cada quatro segundos. Esses raios atravessavam a cobertura vegetal sem danificá-la, e registravam as mais diminutas variações na superfície do solo.

Segundo a BBC, os resultados foram surpreendentes.

Entre o emaranhado de raízes e cipós, foi possível visualizar nas telas paisagens urbanas jamais vistas por olhos humanos. Apareceram templos, estradas e requintados aquedutos que se espalhavam na área estudada.

“Subitamente, apareceu diante nós, de modo claro, uma cidade antiga”, explicou o professor Evans à BBC.

E uma cidade que, em seu apogeu, foi uma metrópole de mil quilômetros quadrados.

Angkor Wat: uma cidade requintada, cultuadora de deuses sensuais e demoníacos ficou abandonada aos animais da selva.
Angkor Wat: uma cidade requintada, cultuadora de deuses sensuais e demoníacos
ficou abandonada aos animais da selva.
O estudo com raios laser revelou uma estrutura fantasmagórica de templos desconhecidos, uma elaborada e completamente inesperada rede de avenidas cerimoniais, barragens e lagos artificiais.

Em suma, uma cidade completa e perdida.

A engenharia hidráulica, empregada em grande escala, armazenava grandes volumes de água durante os monções, e os distribuía por meio de uma complexa e enorme rede de canais e açudes.

Essa infraestrutura permitiu um colossal enriquecimento que, por sua vez, financiou a construção do maior conglomerado de templos do mundo.

Só no templo de Preah Khan, construído em 1191, foram aplicadas 60 toneladas de ouro. Seu valor hoje seria por volta de US$ 3 bilhões.

Enormemente rica, a cidade parece ter entrado em certo momento num grande caos, favorecido talvez pela imoralidade e pela perversidade dos deuses e de seus cultos.

A infraestrutura hidráulica pode ter-se deteriorado no relaxamento geral. Angkor, então, teria entrado numa espiral de decadência, da qual nunca saiu. Tornou-se a cidade do caos, tendo sido abandonada no século XV ainda inteira.

Os reis foram para Phnom Penh, perto da costa, atual capital do Cambodge, mas que era então uma cidade de nível muito inferior.

As casas comuns de Angkor eram de madeira e apodreceram. Mas os templos de pedra, que exigiram uma sabedoria arquitetônica extraordinária, artes e técnicas muito desenvolvidas, ficaram povoados pelos seres da selva.

Até hoje não se entende direito o que provocou uma mudança tão brusca e uma deserção populacional como que súbita.

A Roma pagã ruiu, mas a Igreja tirou a cidade das ruínas e a elevou a uma glória e a um esplendor ainda maior.
A Roma pagã ruiu, mas a Igreja tirou a cidade das ruínas
e a elevou a uma glória e a um esplendor ainda maior.
Grandes cidades passaram por enormes decadências. Foi o caso da Roma imperial que, além de ser o centro do mundo civilizado, durante séculos albergou uma população de vários milhões de habitantes.

As sucessivas invasões bárbaras, com depredações e incêndios que fizeram Santo Agostinho pensar no fim do mundo, além da mudança da capital do império para o norte da Itália e Constantinopla, estimularam sua imensa decadência material.

Calcula-se que a população de Roma durante a Idade Média atingia a exígua cifra de 60 mil habitantes.

Porém, Roma, sob o cetro abençoado dos Papas, foi reerguida ao patamar de uma das máximas capitais culturais do mundo. Sem falar do supremo governo dos Papas sobre mais de um bilhão de católicos da Terra.

A Roma católica venceu todas as decadências e brilha como um farol que ilumina a humanidade.

Quiçá no contraste com Roma esteja a resposta ao mistério das cidades abandonadas. Estas foram construídas com fabulosos recursos humanos, mas por homens entregues aos vícios e às crenças perversas do paganismo.

Esses homens envaidecidos acabaram sucumbindo um dia sob o peso dos vícios e da idolatria. Olharam então para o fruto de suas mãos pecaminosas e sentiram o horror que se diz que certas pessoas culposas sentem por seu crime ou pelo local onde o praticaram.

E fogem sem rumo, sem sequer pensar no que abandonaram, em direção ao nada, como Caim após o assassinato de Abel.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Há 168 anos: como é que se deu
a aparição de Nossa Senhora em La Salette?

Mélanie e Maximin, os dois videntes, desceram para ver uma grande luz, dentro da qual havia uma Dama
Mélanie e Maximin, os dois videntes, desceram para ver uma grande luz, dentro da qual havia uma Dama

Na manhã do 19 de setembro de 1846 Maximin acompanhou Mélanie para cuidar do gado. Era um dia bonito, o céu estava sem nuvens e o sol brilhava intensamente.

Subiram o morro de La Salette (França) até uma altura de 1.800 metros, sem poderem imaginar o evento sobrenatural que haveriam de testemunhar.

Maximin queria brincar. Ela lhe propôs seu entretenimento preferido: fazer o que ela chamava de paraíso, isto é, uma casinha de pedras toda recoberta de ramalhetes feitos com flores silvestres, que desabrocham naturalmente nas alturas.

Chegando a uma curva do terreno protegida dos ventos, começaram a levantar o paraíso. No local há muita ardósia, pedra que forma placas e se prestava para o brinquedo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NASA informa que o sol quase “torrou” a civilização da informação. Mas a Providência Divina impediu o desastre que as ciências e as técnicas nunca conseguiriam evitar

Representação artística da força de uma erupção solar. A Terra (ponto azul embaixo) aparece muito mais perto do sol para ilustração.
Representação artística da dimensão e força de uma erupção solar.
A Terra (ponto azul embaixo) aparece muito mais perto do sol para ilustração.
Por que o relacionamento entre a ciência e a Igreja ficou enrarecido e até envenenado em relevantes proporções?

Houve fatores históricos bem conhecidos. Notadamente o movimento naturalista que preparou a Renascenca, desenvolveu-se no Iluminismo, e acabou dando no materialismo comunista.

Esse processo histórico caminha para a sua extinção. A religião – por vezes, misturada de primitivas superstições orientais como nas obras da Nova Era – vai pondo de lado o naturalismo agnóstico.

Porém, ainda perduram em nossos dias fatores de incompreensão e atrito entre as ciências naturais (a Ciência) e divinas (a teologia e/ou a Igreja Católica, pregadora da religião verdadeira).

Entre esses fatores figura um, de natureza mais bem psicológica, que recentes noticias provenientes da NASA e de fenômenos atmosféricos nos ajudam a focalizar.

No conceito da ordem natural – professada até por filósofos pagãos e pelo catolicismo, que a resume nos Mandamentos –, Deus, criador de todas as coisas, vela pelo andamento harmonioso da ordem do Universo.

Ele é o dono da vida, e chama os homens quando decide que é o momento; é Aquele que governa tudo quanto existe por meio de Sua Providência supremamente sapiencial.

Cabe ao homem reconhecer esse poder infinito exercido sobre o Universo por meio de suas leis e de seus anjos. Universo que as ciências descobrem cada vez mais insondavelmente grande no nível do macrocosmos e no do microcosmos.

Diante dessa imensidade em todos os sentidos, duas atitudes psicológicas são possíveis.

A primeira é a do reconhecimento do Criador e de seu governo providencial que nos protege e nos guia ao nosso destino final.

A consequência lógica é depositar toda a confiança na Providencia Divina naquilo que excede as nossas limitadas forças.

A Divina Providência exerce seu infinito poder de governo sobre o Universo
Cristo Rei, vitral da igreja de Ss Felipe e Tiago, Oxford
Fundo: região de formação de estrelas, Nuvem de Magallhães,
foto do Hubble Space Laboratory, NASA.
Uma outra atitude é a de desconhecer esse Criador e supremo regente e depositar todas as esperanças de salvação no poder da inteligência humana – as Ciências – e na capacidade organizativa dos homens – a Técnica, ou tecnologia.

Segundo esta posição, o homem com a ciência e a técnica acabaria resolvendo tudo: desde o clima até a própria morte.

Essa segunda posição professa uma antipatia visceral contra a primeira posição psicológica.

Porém, cada vez mais que a Ciência e a tecnologia aprimoram seu saber e suas capacidades técnicas, nos revelam o quanto o homem é pequeno diante das forças que Deus pôs na Criação, e que Ele domina com um simples pensamento.

No transcurso do ano de 2013, um debate científico veio sublinhar colateralmente a atitude mais concorde com as limitações humanas, portanto mais humilde e religiosa.

No mês de abril, cientistas dos mais renomados e altos responsáveis do governo americano se deslocaram até Boulder, no Colorado, a fim de participar do NOAA's Space Weather Workshop, reunião anual para discutir os perigos e as probabilidades das tempestades solares, informou a NASA.

Essas tempestades têm sua origem em fabulosas explosões na superfície solar. Elas são rotineiras, existem desde sempre, e atingem regularmente a Terra com diversos efeitos eletromagnéticos de intensidades mutáveis.

O atual ciclo solar está sendo mais fraco do que de costume, e isso até contribui para o resfriamento global.

Nesse ambiente tranquilo, em julho de 2012 o astro gigante expeliu uma formidável tempestade, que “se nos tivesse atingido estaríamos ainda recolhendo os pedacinhos” da civilização humana, segundo Daniel Baker da Universidade de Colorado.

Baker apresentou os dados coletados na ocasião, e foi citado pelo jornal de Paris “Le Monde”.

A explosão solar de 23 de julho de 2012 ejetou uma “nuvem de plasma” à incrível velocidade de 3.000 quilômetros por segundo, quatro vezes mais rápida do que uma erupção típica.

Essa nuvem atravessou a órbita percorrida pela Terra, porém longe dela. Se a explosão na superfície solar tivesse acontecido uma semana antes, a Terra teria sido impactada de cheio.

Se ela tivesse tocado nosso planeta, “teria enviado a civilização contemporânea de volta ao século XVIII”, explicou um comunicado da NASA.

Explosão na superfície do Sol detectada em março de 2012 pelo Large Angle and Spectrometric Coronagraph (LASCO) sobre o ESA/NASA Solar & Heliospheric Observatory (SOHO). Malgrado a imensidade do fenômeno, o efeito na Terra foi irrelevante. Mas os verdes fanáticos acham que é o homem que aquece o planeta!
Explosão na superfície do Sol detectada em março de 2012 pelo
Large Angle and Spectrometric Coronagraph (LASCO)
sobre o ESA/NASA Solar & Heliospheric Observatory (SOHO).

Malgrado a imensidade do fenômeno, o efeito na Terra foi irrelevante.
Mas os verdes fanáticos acham que é o homem que aquece o planeta!
A tempestade mais conhecida de tamanho semelhante foi o Carrington Event, em setembro de 1859. Nessa data uma série de nuvens de plasma atingiu o Hemisfério Norte, provocando auroras boreais em regiões tão meridionais como Taiti.

As tempestades geomagnéticas enlouqueceram as linhas telegráficas e provocaram incêndios em suas agências, anulando a eufemisticamente chamada “Internet da Era Vitoriana”.

O problema é que a tempestade recente teria uma violência semelhante sobre um mundo apoiado em redes de comunicação incomparavelmente mais densas, subtis e destrutíveis do que a dos fios metálicos do telégrafo.

A Academia Nacional das Ciências dos EUA calculou que o impacto econômico poderia ter sido superior aos US$2 trilhões ou 20 vezes maior do que os danos do Furacão Katrina.

O problema é que a sociedade moderna não está preparada para uma súbita desaparição das redes de comunicação global, elas próprias altamente sensitivas às irradiações solares.

Imagine o leitor acordar sem celular, sem linha de Internet, com supermercado, agências bancárias, aeroportos, metrô, ferrovias “sem sistema”. Quiçá sem eletricidade, o cartão de crédito inutilizável, talvez seu carro inutilizado pela “morte” dos microprocessadores do computador de bordo, e assim por diante. Os transtornos seriam incalculáveis. Poder-se-iam passar anos até se voltar à atual normalidade.

“Os efeitos dessa tempestade em nossas modernas tecnologias teriam sido tremendas”, comentou assustada Janet G. Luhmann, física espacial da Universidade de Califórnia-Berkeley.

O que teria podido fazer o homem para resistir a essa colossal tempestade solar?

Em verdade, nada. Nada dos nadas. Ainda que tivesse aplicado todos os seus recursos materiais, conhecimentos e tecnologias.

Mas, sem fazer esforço algum, pelo seu poder infinito sobre a Criação, a Providência Divina vigiou e previu tudo para o bem de suas criaturas.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A ciência à procura de indícios do Dilúvio

Iluminura mongol, reprodução contemporânea de uma pintura alusiva da Arca de Noé
Iluminura mongol, reprodução contemporânea
de uma pintura alusiva da Arca de Noé
Na tradição unânime dos povos da Antiguidade, o Dilúvio se apresenta como um fato histórico incontestável. E o Livro do Gênesis fornece a melhor descrição.

Porém, devido à grande distância no tempo, certas perguntas afloram continuamente nos espíritos.

Uma delas – não a única – gira em volta da seguinte interrogação: como é que pode ter acontecido um fenômeno tão colossal e tão universal?

A Bíblia é suficiente para a Fé. Mas o que diz a ciência?

Há provas dele? Se há, onde estão?

Se não há, quem fala claramente e põe o dedo na chaga?

Assim como o texto bíblico e a Fé são claros, a ciência se enche de teorias e experiências de diversos tipos, sem ter chegado até agora a um consenso.

A ciência não pode menosprezar a opinião unânime dos povos antigos. E de fato não o faz. Há muito saiu à procura de uma explicação. Até o momento ela não achou nenhuma explicação que reúna um certo consenso científico.

Porém está trabalhando com vultosos gastos, o que não faria caso achasse que o Dilúvio é um mero mito.

O arqueólogo submarino Robert Ballard é um dos mais famosos na especialidade. Foi ele quem descobriu em 1985 o casco do Titanic, afundado a 3.798 metros de profundidade; o couraçado Bismarck em 1989, e em 1998 os restos do porta-aviões USS Yorktown, afundado em 1942 na batalha de Midway.

Ballard e sua equipe defendem ter achado as provas de que o Dilúvio bíblico aconteceu efetivamente. Seus trabalhos são patrocinados pela “National Geographic Society”, que vem promovendo estudos geográficos desde 1888.

Em entrevista à ABC News, ele defendeu ter identificado restos de uma antiga civilização sepultada pelas águas no tempo de Noé, nas profundezas do Mar Negro, próximo da Turquia.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Novidades assombrosas chegam do Carmelo de Coimbra.
Texto inédito da Irmã Lúcia.

O livro "Um caminho sob o olhar de Maria" editado pelo Carmelo de Coimbra.
O livro "Um caminho sob o olhar de Maria" editado pelo Carmelo de Coimbra.

Em raras ocasiões, temos publicado matérias não diretamente relacionadas com a temática específica de nosso blog.

É o caso agora do post “Novidades assombrosas chegam do Carmelo de Coimbra” sobre documento inédito da Irmã Lúcia.

O post foi publicado no blog “A Aparição de La Salette” e acreditamos possa ser de interesse para muitos leitores deste blog.

Um documento inédito da Irmã Lúcia que se insere no conjunto profético de Fátima foi publicado pelo Carmelo de Coimbra.

Esse documento revela coisas novas e pasmosas sobre o desfecho da crise do mundo que abandonou a Fé e a Civilização Cristã.

A origem desse documento é a seguinte. O Carmelo de Coimbra, onde viveu seus últimos anos e morreu (em 2005) a Irmã Lúcia, publicou um livro oficial com o título Um caminho sob o olhar de Maria.

Trata-se de uma biografia da vidente de Fátima, redigida por suas irmãs do Carmelo. Ela inclui documentos inéditos escritos pela própria religiosa.

Eis os dados bibliográficos do livro: Um caminho sob o olhar de Maria — Biografia da IRMÃ Maria LÚCIA de Jesus e do Coração Imaculado, Carmelo de Santa Teresa, Edições Carmelo, Coimbra, 2013, 496 pp. http://lucia.pt/lucia/livros_lucia.php

A Terceira Guerra Mundial

Hoje se fala muito que vivemos no conturbado período histórico lugubremente inaugurado pela I Guerra Mundial. A II Guerra foi um deplorável desdobramento da Primeira, segundo a afirmação geral dos historiadores mais reputados.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A “escada milagrosa” de São José
é verdadeiramente miraculosa?



Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel.

Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada.

A piedade tradicional atribui a construção a São José.

Mas, quem a fez? Como a fez? Ninguém consegue descifrar o mistério da "escada milagrosa".

A piedosa tradição

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir.

As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução.

No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios.

As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer noticias ou informações sobre o ignoto carpinteiro.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tabuleta babilônica descreve a odisseia de Noé e o Dilúvio

Narração parcial do dilúvio,  decodificada pelo assiriologista Irving Finkel.  British Museum.
Narração parcial do dilúvio,
decodificada pelo assiriologista Irving Finkel.
British Museum.

Há quatro mil anos um escriba caldeu – talvez na Babilônia, atual Iraque – gravou a narração do Dilúvio numa tabuleta de argila.

Também da Caldeia, mais provavelmente de Ur, partiu Abraão, que acabou sendo escolhido por Deus para Patriarca do povo eleito.

O ignoto autor caldeu escreveu a narração daquele fato histórico-religioso único com caracteres cuneiformes (em forma de cunha). Por certo, narra uma tradição fincada há séculos entre os caldeus, que eram pagãos.

Por isso mesmo, alguns elementos da tradição que ele recolheu estão manchados de paganismo ou elementos meramente poético-lendários.

O que ele nunca poderia saber é que sua tabuleta haveria de atravessar dezenas de séculos, até ser decifrada no III milênio numa cidade que não existia em sua época: Londres.

Há cerca de 30 anos, o assiriologista – especialista na Assíria, Mesopotâmia antiga – Dr. Irving Finkel, manuseando a tabuleta percebeu que se tratava de um dos mais importantes achados dos últimos tempos. Aliás, era uma entre as 130.000 trazidas da Mesopotâmia por arqueólogos ou expedicionários ingleses.

Em 2009, Dr. Finkel traduziu os milenares caracteres e percebeu com certeza tratar-se de uma narração parcial do Dilúvio, feita por um habitante da Assíria (atual Iraque).

A tabuleta fala que Deus alertou um grande homem e o instruiu para construir um grande navio onde devia reunir toda sua família e dois animais de cada espécie, porque o mundo seria purificado com um dilúvio.

O Dr. Irving Finkel é curador no Departamento de Oriente Médio do famoso British Museum de Londres.

Os resultados de seu trabalho sobre a tabuleta foram publicados em forma de livro: The Ark Before Noah: Decoding the Story of the Flood (A Arca antes de Noé – Decodificando a história do Dilúvio, Doubleday, New York & Hodder and Stoughton, London). O jornal britânico “The Telegraph” publicou interessante matéria a respeito.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Dr. Collins: o cientista não tem como excluir a Deus

Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança  dos doentes tocou o coração do cientista
Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança
dos doentes tocou o coração do cientista

O Dr. Francis Sellers Collins nasceu em Staunton, estado de Virginia, EUA, em 14 de abril de 1950, e se tornou um dos cientistas mais respeitados do século.

Numa entrevista à CNN que ficou para a história, ele descreveu como abandonou o ateísmo e passou a acreditar em Deus.

Collins doutorou-se em Química e Física na prestigiosa Universidade de Yale, e em Medicina na Universidade de Carolina do Norte.

Foi diretor do Projeto Genoma Humano de 1993 até 2008, substituindo o Prêmio Nobel James D. Watson como diretor do National Center for Human Genome Research dos EUA. Ele é um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001, o código da vida.

Ele é tido como o cientista que mais rastreou genes com a finalidade de encontrar tratamento para diversas doenças.

Collins ficou conhecido porque passou a defender, como é razoável, que a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa.

Criticado por colegas que na sua maioria negam a existência de Deus, Collins lançou em 2006 o livro The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief (A linguagem de Deus: um cientista apresenta provas para crer).

Nas quase 300 páginas da obra, o biólogo conta como deixou de ser ateu para se tornar cristão e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ruínas de Magdala, a cidade de Santa Maria Madalena
onde Jesus pregou

Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel
Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel

Uma tentativa de construir um hotel para peregrinos na Galileia acabou desencavando as ruínas da cidade natal de Santa Maria Madalena e uma antiga sinagoga onde Nosso Senhor Jesus Cristo pode muito bem ter pregado, noticiou “The New York Times”.

O padre Juan Solana, diretor do Instituto Centro Pontifício Notre Dame de Jerusalém, quis construir uma instalação para romeiros no lugar onde se ouviu a maior parte da pregação divina e se viu a maioria dos milagres de Jesus, segundo os Evangelhos.

Em 2009 um velho resort foi demolido, e quando se cavou a terra para colocar os alicerces, apareceram restos da cidade. Do ponto de vista arqueológico e histórico, a descoberta é relevante, pois não se conhecia ao certo o posicionamento de Magdala, (ou Migdal).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Revelações das chagas de Jesus
impressas no Santo Sudário de Turim

A revista "Injury"
A revista "Injury"
Quatro professores italianos publicaram artigo na revista “Injury” sobre o Homem do Sudário, revelando que durante sua Paixao Ele sofreu a luxação do úmero (osso do braço) direito, a paralisia do mesmo braço e um violento traumatismo no pescoço, no tórax e no ombro.

Consagrada à cura de traumas e feridas, a revista “Injury” é o órgão oficial da British Trauma Society e de associações correspondentes da Australásia, Arábia Saudita, Grécia, Itália, Alemanha, Espanha, Turquia, França, Croácia e Brasil.

Resumos do importante artigo foram publicados na revista americana “National Catholic Register”  e no site italiano “Vatican Insider”; e ainda.

Os quatro especialistas responsáveis pelo trabalho são os italianos Matteo Bevilacqua do Hospital da Universidade de Pádua; Giulio Fanti, do Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua; Michele D'Arienzo da Clínica Ortopédica da Universidade de Palermo, e Raffaele De Caro, do Instituto de Anatomia da Universidade de Pádua.

Os quatro professores elaboraram o aprofundado estudo trabalhando sobre a imagem do Homem crucificado no Sudário de Turim.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A ciência se depara face a face com Deus,
após séculos de cientificismo antirreligioso

Embaixo: o Atacama Large Millimeter-submillimeter Array (ALMA), maior telescópio da Terra.
Fundo: galaxia Andrómeda, a mais parecida à nossa, a Via Láctea.
Desde o Iluminismo – para fixarmos uma referência – um viés cientificista veio insistindo na ideia de que, à medida em que a ciência fosse se desenvolvendo, tornar-se-ia evidente que a existência de Deus é uma crendice para encobrir uma vergonhosa ignorância.

E a ciência progrediu. A cada descoberta relevante e a cada nova teoria – algumas das quais se demonstraram falsas depois – esse espírito iluminista, revolucionário, anticatólico e ateu cantava vitória. Afinal, diziam, a religião ficou dessueta!

Ainda hoje se publica farta literatura de botequim repetindo o mesmo ‘disco ralado’. A inexistência de Deus estaria demonstrada, foi descoberta a máquina do Universo que torna desnecessária a divindade, a inteligência é coisa que o computador faz. Não precisamos de um Criador para explicar o Universo!!!

Mas, descartando essa literatura de rodoviária e nos voltando para os cientistas de verdadeira envergadura atuais, verificamos que um a profunda mudança está em curso.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Professor faz Crucificado seguindo os dados do Santo Sudário

Prof. Juan Manuel Miñarro explica seu trabalho

Diversos leitores do blog pediram as fotos deste impressionante Crucificado em tamanho maior, exprimindo o desejo de fazer um poster ou outra forma de reprodução.

Em atenção aos pedidos re-publicamos este post com as fotos ampliadas, e mais duas acrescentadas no fim.

Basta clicar na foto desejada e ela aparecerá na tela no tamanho máximo possível. Depois é só salvar na pasta preferida.

Aplicamos a maior resolução que um blog permite técnicamente, e que nem para todos será a ideal.

Para quem desejar as mesmas fotos com ainda maior definição e tamanho, recomendamos a página do Prof. Juan Manuel Miñarro: http://cofrades.pasionensevilla.tv/photo/albums/cristo-sindonico-de-minarro

O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Arca de Noé podia levar dezenas de milhares de animais

A Arca de Noé é prefigura da Igreja Católica, Arca da Salvação. Vitral da igreja de Saint' Étienne du Mont, Paris
A Arca de Noé é prefigura da Igreja Católica, Arca da Salvação.
Vitral da igreja de Saint' Étienne du Mont, Paris

Um recente filme que manipula o episódio bíblico da Arca de Noé e do Dilúvio num sentido ambientalista e sensacionalista, veio colateralmente levantar problemas relativos a esse acontecimento magno da História da Salvação.

Não nos deteremos nas fantasias do filme, mas procuraremos aproveitar algumas matérias recentemente publicadas sobre a odisséia de Noé.

Noé e sua Arca de que nos fala o Génesis, ainda continuam uma fonte de enigmas, não para a Fé, mas para a ciência.

De fato, até o presente não foi possível encontrar nada de positivo a respeito do local onde poderiam estar os restos da célebre Arca. Fala-se com certo fundamento que estaria no Monte Ararat, montanha sagrada da Armênia, hoje em território turco.

Expedição alguma reconhecida pela comunidade científica chegou a fazer descobertas relevantes. As teorias e suposições baseadas nestes ou aqueles fundamentos até agora não foram confirmadas por descobertas ou outros fatores.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Arqueologia identifica existência
de 50 personagens do Antigo Testamento

Capa da Biblical Archaeology Review
Capa da Biblical Archaeology Review

Na Biblical Archaeology Review, o acadêmico Lawrence Mykytiuk, professor associado da Universidade Purdue, elaborou uma lista dos personagens históricos do Antigo Testamento que ficaram registrados em documentos arqueológicos.

Trata-se de colunas de pedra, selos de argila, recibos, tabletes ou inscrições funerárias que ainda existem após 2.000 ou 3.000 anos, apesar de guerras, terremotos, depredações e saques.

Mykytiuk constatou que, com os conhecimentos atuais, a partir de provas arqueológicas materiais, se pode demostrar a existência de 50 personagens bíblicos.

Não está excluido, e até parece certo, que trabalhos em andamento venham a demostrar a existência de outros.

Os 50 formam um conjunto mais do que suficiente para reforçar a certeza da veracidade e historicidade do Antigo Testamento.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Últimos achados astrofísicos
afinam com narração bíblica da Criação

Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovacem conferência de imprensa  no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets
Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovac em conferência de imprensa
no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets

Anunciada nos EUA uma descoberta que é um marco para a astrofísica

Liderados pelo astrônomo John M. Kovac, pesquisadores do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, da Universidade de Minnesota, do California Institute of Technology, da Universidade de Stanford e do Jet Propulsion Laboratory da NASA anunciaram a descoberta da “primeira evidência direta” daquilo que os cientistas chamam de “inflação cósmica”.

A expressão indica a teoria segundo a qual, no segundo imediato ao “Big Bang”, o universo expandiu-se a uma velocidade inimaginável. O “Big Bang” (ou “grande explosão”) é a teoria que prevalece na ciência a respeito da origem do mundo, embora com muitas variantes segundo os diversos postuladores.

O novo trabalho também forneceria a primeira demonstração da existência das ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo, previstas por Albert Einstein, mas nunca antes detectadas.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Falso papiro retoma ofensiva contra Jesus Cristo

Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas
Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas

Realejo midiático: Jesus teria se casado com Maria Madalena

Certa imprensa aproveita a Semana Santa para veicular noticiário por vezes ofensivo e enviesado contra a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 2014, talvez carente de argumentos científicos, o ritornelo anticristão voltou a agitar um antigo fragmento de papiro, desprestigiado nos meios acadêmicos. Nele está escrito que Nosso Senhor se casou com Maria Madalena, como na novela já muitas vezes refutada de Dan Brown, o “Código da Vinci”.

O pedaço de papiro antigo já foi apresentado em 2012 pela historiadora Karen King, da Harvard Divinity School, dos EUA, noticiou a G1.

O fragmento pode ser do século VI, do IX, ou até do II, segundo os testes de radiocarbono e uma análise da tinta por espectroscopia Micro-Raman, realizados nas universidades de Columbia, Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A própria professora Karen reconhece que a antiguidade do fragmento não prova a suposição que ela fez sobre Jesus Cristo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

As relíquias na grande estátua
da basílica de São Martinho de Tours

Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours
Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours

Há mais de um século, os fiéis de Tours, na França, transmitem de geração em geração a certeza de que o braço erguido da estátua de São Martinho de Tours, apóstolo da nação gaulesa, continha ossos do santo.

São Martinho de Tours nasceu na Panônia (Hungria), por volta de 316 ou 317, e faleceu em Candes, França, em 397. É um dos maiores santos da Igreja e sua imagem equestre se encontra em inumeráveis templos católicos.

O santo aparece dividindo sua capa de oficial romano com um pobre miserável nu. Na noite seguinte Nosso Senhor Jesus Cristo lhe apareceu vestido com o pedaço de capa que o oficial havia doado.

O fato foi decisivo para a sua conversão e São Martinho acabou sendo bispo de Tours, atraindo para a Igreja uma quantidade prodigiosa de pagãos e fazendo incontáveis milagres.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina

A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”.

Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

A amostra de medula fora tirada de uma jovem de 30 anos ainda viva. Estudava-se a veracidade do milagre no contexto do processo de canonização da primeira santa canadense, Maria Margarida d’Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, elevada à honra dos altares 14 anos depois.

terça-feira, 11 de março de 2014

Reconhecidos os ossos do “Pai da Europa”: Carlos Magno

Carlos Magno: busto relicário em Aachen, Alemanha
Cientistas alemães anunciaram que, após quase 26 anos de pesquisa, os ossos contidos há séculos em preciosas urnas e relicários da catedral de Aachen, podem ser tidos com grande certeza como os próprios de Carlos Magno, informou The Local, jornal com noticias em inglês editado na Alemanha.

Os estudos científicos e suas conclusões foram apresentados no dia 28 de janeiro de 2014, 1.200º aniversário da morte do grande imperador.

Os cientistas contabilizaram 94 ossos e fragmentos nos relicários do Rei dos Francos, coroado Imperador do Sacro Império Romano Alemão pelo Papa São Leão III.

Carlos Magno tem direito a culto como bem-aventurado em numerosas dioceses da França, Alemanha e Bélgica, com Missa especial e orações próprias.

Imagens do Beato Carlos Magno são cultuadas em igrejas e catedrais dessas dioceses.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Arqueólogos revelam história heróica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos – 2

Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
continuação do post anterior

A resistência de Shimabara

A resistência de Shimabara teve episódios épicos em que sucessivos exércitos pagões foram derrotados com imensas perdas, sendo que os católicos sofreram muito pouco.

Impotentes, os pagãos pediram auxilio aos holandeses protestantes que primeiro forneceram pólvora e canhões.

O chefe holandês Nicolaes Couckebacker se engajou pessoalmente na batalha.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.  Os católicos reunidos foram pegos e martirizados
Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.
Os católicos reunidos foram pegos e martirizados

Na região japonesa de Taketa, muito considerada pela sua beleza natural, foram descobertas oito capelas católicas escavadas na pedra durante a perseguição desencadeada pelo Shogun, governador militar do império, informou a agência Zenit.

Situada no centro da prefeitura de Oita Kyushu, Taketa também é conhecida como a pequena Kyoto e está rodeada por montanhas e pelo rio Ono.

Lá estão as águas termais mais conhecidas do império do sol nascente.

Mas a região é também onde a graça do batismo foi vertida com maior abundância. Quando os missionários chegaram à localidade, ela se converteu e foi um dos centros com maior presença católica do Japão.

Um nobre samurai, batizado por São Francisco Xavier em Oita, foi para Taketa. Ali, muitos grandes proprietários de terra foram conquistados pelo exemplo do nobre guerreiro e foram professando a Fé católica.

O primeiro grupo contava 200 fiéis, mas não demorou para que em Taketa que tinha uma população de 40.000 habitantes, mais de 30.000 adotassem o catolicismo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ciência pasma em Israel: fiel católica é objeto de milagre

Teresa Daoud

 A cura do câncer, com fortes sinais de milagre, de Teresa Daoud – devota católica de nacionalidade israelense – abalou Israel, escreveu The Blaze.

Ela contou o caso todo ao Canal 2 de Israel, que também entrevistou seus médicos e analisou o caso clínico.

Teresa sofria de um câncer maligno na perna, o qual se desenvolvia rapidamente. Os médicos decidiram então amputar-lhe a perna.

A cirurgia foi adiada três vezes por razoes burocráticas. Ela interpretou os adiamentos como um sinal de que devia confiar mais na oração do que na intervenção médica.

O Dr. Jacob Bickels, chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, disse: “Era claro para mim que ela ia morrer em pouco tempo. Ela é uma mulher instruída, inteligente, lúcida, e quando uma pessoa assim toma uma decisão sabendo bem das consequências, nós a respeitamos”.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?

2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”. E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Logo depois um meteoro explodiu no céu da Rússia com a potência de 20 bombas atômicas. Outra bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos EUA, mais uma apavorou o centro da Espanha e, por fim, em nove estados da Argentina outro meteoro comparável ao russo fez a noite virar dia, a terra tremer, e o povo achar que era “um sinal divino”.

Esses fatos incomuns devem ser vistos à luz da Fé que nos leva a mantermos inalterada nossa Esperança e nossa Caridade.

O fato é que 2013 se encerrou com os homens quase não se entendendo mais. O que nos trará 2014?

Algo, entretanto, pareceu se mover numa esfera que não é a dos humanos. Sopros fétidos vindos do reino das trevas promoveram incontáveis e atrozes blasfêmias durante 2013.